Área Restrita

Santana do Livramento - RS

24 anos de História em Santana do Livramento!

Data 03/03/2016 | - Hora 18:23
Postado por Ir. Eunice Grespan
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  Situada na fronteira do Brasil com o Uruguay, Santana do Livramento pertence à Diocese de Bagé, conta com cerca de 90.000 habitantes e 3 Paróquias. Destas, a Paróquia Santa Teresinha é a de maior extensão geográfica e menor poder aquisistivo. A presença das Irmãs foi solicitada com a finalidade de colaborar na animação pastoral desta paróquia em suas várias expressões. As irmãs iniciaram sua missão no dia 28 de Fevereiro de 1992. As primeiras foram: Ir. Inezita Antunes, Ir. Irani Munari e Ir. Olma Rotava.  
 

 
  As Pastorinhas se inseriram na paróquia Santa Teresinha a pedido do zeloso Pároco, Pe. Emílio Barúa, que as acolheu e por seis meses formaram comunidade com ele e quatro jovens seminaristas em formação, enquanto a casa das Irmãs estava sendo construida. Sob a coordenação do Pe. Emílio, as Irmãs começaram a colaborar e animar as diversas pastorais existentes e a implantar outras. Está muito gravado na memória das pessoas, como um divisor de águas, o período de fervor apostólico naqueles tempos, que revigorou a paróquia. Na época eram 5 comunidades.   
 

 
    Cientes que a Igreja sempre é chamada a crescer tanto na dimensão quantitativa como qualitativa, as irmãs investiram muito na formação bíblica, catequética e litúrgica. É preciso destacar também a formação de missionários e de pastorais sociais, principalmente a pastoral da criança, da saúde e dos idosos. A visita às famílias e organização de grupos de famílias foi prioridade durante muitos anos. Estas visitas eram organizadas e realizadas junto aos missionários, cujo número era bem expressivo, durante muitos anos. Assim em bairros e vilas do extenso território, foram surgindo comunidades que perduram até hoje. No fím do século, eram 15 comunidades. Hoje são 17.

 

 

 Ao olhar a caminhada feita, nota-se avanços e recuos, períodos de grande dinamismo e outros meio apagados. Nos momentos de grandes dificuldades, foi importante constatar que as irmãs não só não abandonaram o Rebanho do Senhor, mas foram as que sustentaram o ânimo do povo. Assim a animação da paróquia, comunidades e pastorais foi uma constante ao longo destes 24 anos. Também foi constante a participação das Irmãs, possivelmente acompanhadas de leigos,  em eventos a nível de área pastoral, diocese ou estaduais. O mesmo pode ser dito em relação à participação em eventos da Vida Religiosa. A graça do Senhor sempre foi abundante. 
 

 
 
Desta maneira, a formação das lideranças leigas foi se consolidando. Nossos agentes de pastoral são hoje admirados por pessoas de outras paróquias. Ao mesmo tempo, lamentamos o fato de não ter surgido nenhuma vocacionada à Vida Religiosa  Pastorinha. Atuaram nesta comunidade 20 Irmãs, que puderam experienciar e anunciar aqui, a fidelidade misericordiosa de Jesus Bom Pastor. 
 

 

 

 No momento atual, a comunidade vive a esperança de uma renovada dinamização pastoral com a chegada do novo pároco. Registramos também dentre os motivos de louvor ao Senhor, a graça do grupo dos Cooperadores Amigos de Jesus Bom Pastor que assimila e expressa sempre mais o Espírito de Jesus Bom Pastor.  

 


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ENCONTRO DIOCESANO DE CATEQUISTAS – DIOCESE DE BAGÉ – RS

Data 04/09/2012 | - Hora 21:10
Postado por Ir. Suzimara B. de Almeida
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Na segunda quinzena de agosto, na Paróquia do Rosário do Sul, realizou-se a jornada Diocesana da Animação Bíblico-catequética da Diocese de Bagé. Fizeram-se presentes 250 catequistas provindos das 16 Paróquias da Diocese. O tema deste dia foi: CATEQUSESE MISTAGÓGICA, CONDUZIR TODOS AO MISTÉRIO DE DEUS, assessorado por Liana Plentz (Coordenadora da Comissão de Iniciação à Vida Cristã para Crianças -Vicariato de Porto Alegre). Foi um dia de celebração, partilha da caminhada e formação.
 
 
A assessora abordou o tema destacando a Mistagogia como um processo que introduz ao mistério de Deus. A mistagogia é o último passo da Iniciação à vida cristã, com inspiração catecumenal, quando o candidato já incorporou em sua vida o Mistério Pascal de Jesus Cristo, tornando-se parte integrante da comunidade cristã.
Ela lembrou ainda que precisamos ser iniciados no mistério não só com palavras, mas principalmente através da celebração litúrgica, com seus símbolos, ritos, sinais, gestos. A Palavra de Deus nos faz mergulhar no mistério de Deus, no mistério da vida, da história e de nós mesmos. Esse processo exige de nós como educadores da fé uma conversão profunda.
 
           Um forte questionamento feito foi este: que novo olhar devo ter sobre a missão de anunciar Jesus Cristo? Jesus já nos alertava para não colocar vinho novo em odres velhos, porque senão os odres se quebram e se perde o vinho (Mt 9,17). Assim também não podemos pensar em nova prática se o nosso olhar não mudou, se nossa visão de Igreja e de mundo continua defasada e não acompanha a caminhada que está sendo feita. O essencial é compreender esse novo olhar, é incorporá-lo, é torná-lo nosso.É muito comum querer adotar novas práticas para vestir o olhar velho.
 
 
              PRECISAMOS SER TRANSFORMADOS PARA TRANSFORMAR.
              A catequese deve nos transformar em verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo.
Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo querigma e que, guiado pela Palavra de Deus, conduza ao encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo [...] e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos,  do serviço e da missão. (DAp 289) .
 
 
COMO FAZER JESUS ACONTECER NA VIDA DAS PESSOAS?
“Fazer Jesus acontecer" é apresentar a pessoa de Jesus ressuscitado de uma forma tão viva, tão fascinante, tão envolvente, tão forte e convincente que o ouvinte fique impressionado, desejoso de conhecê-lo, de acolhê-lo e de se render a Ele. E isso é evangelizar.
"Fazer Jesus acontecer” é provocar um encontro tal entre Jesus Ressuscitado e uma pessoa, e modo que essa fique marcada pela personalidade, pelas qualidades, pelas maravilhas da pessoa de Jesus.  Eis a evangelização! Enquanto Jesus não acontecer, a pessoa não é evangelizada. Quando Jesus acontece, tudo o mais virá por acréscimo: a experiência do amor de Deus; o recebimento do Espírito Santo; a conversão de vida; o acolhimento das verdades reveladas por Jesus; o amor aos irmãos; a participação na comunidade; a busca dos sacramentos; a descoberta da Palavra de Deus etc. (cf. Ef 1,3-4). Quando Jesus acontece, a pessoa entra em processo de evangelização. Quando Jesus acontece profundamente no coração, a pessoa é evangelizada. Aliás, a pessoa evangelizada não será nunca mais a mesma!”. 
 
 
Liana nos lançou o questionamento: Como Jesus tem acontecido em minha vida?
            Nossas comunidades precisam ser comunidades diuturnamente mistagógicas, preparadas para permitir que o encontro com Jesus Cristo se faça e se refaça permanentemente.  (DAp 246-257, 278).
            Faz-se necessário nos perguntar: Que tipos de catequese estamos dando em nossas comunidades paroquiais? Há, em nossa Igreja, um grande desejo e busca por uma Catequese Iniciática, ou seja, queremos uma catequese que leve o catequizando à experiência da fé, adesão a Jesus Cristo e ao discipulado?
            O nosso modelo de catequese oferece somente informações sobre Jesus Cristo ou leva verdadeiramente a um encontro, a uma experiência de fé e discipulado?
            E ainda há que nos perguntar: Como a Igreja local forma os seus discípulos missionários?
            Por que muitos cristãos batizados abandonam o que aprendem na família, na catequese e na comunidade?  Como vencer o desafio da inserção na comunidade?
 
               
 
A assessora também abordou o tema do ser do catequista. Este necessita fazer uma íntima experiência do amor de Deus em sua vida e consolidá-la na decisão diária e renovada do serviço a seu povo.
Ou seja, o catequista mistagogo é quem realiza a experiência do essencial; que é fiel à Palavra de Deus e sabe transmitir a mensagem do ressuscitado, com palavras simples, transformando o ouvinte em discípulo/a missionário/a da comunidade, e não somente para a recepção dos sacramentos.  
E, uma pessoa que é constante na procura... que encontra o Mestre e permanece com Ele, a exemplo dos discípulos (cf. Jo 1,5ss), evangeliza a partir da própria experiência com Ele: “Encontramos o Senhor! Vem e vê”!
                                                                                        Ir. Salete Besen


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