Ir. Carmelita Pereira de Jesus

4/8/2009 - A vocação surgiu em mim a partir de uma curiosidade para saber quem era a figura de uma mulher religiosa que vi em uma revista (foi a 1ª vez que vi a foto de uma Irmã).

NASCIMENTO: 13/07/1946 – Riacho de Santana/BA
Entrada da Congregação: 03/07/1961
1ª profissão religiosa: 02/02/1968
Profissão perpétua: 13/05/1973

A vocação surgiu em mim a partir de uma curiosidade para saber quem era a figura de uma mulher religiosa que vi em uma revista (foi a 1ª vez que vi a foto de uma Irmã). Mostrei a foto para minha mãe e perguntei: – Que mulher é está? Ela me disse: - “MULHER DE DEUS e que trabalha com o povo”. Imediatamente eu respondi: – Quero ser uma delas! Entrei na Congregação das Irmãs de Jesus Bom Pastor, (a 1ª que conheci), porque senti nesta, a ressonância do que minha mãe havia falado. Ao ingressar, escutei falar que o fundador disse a mesma coisa: “A Pastorinha tem dois grandes amores: JESUS BOM PASTOR E O POVO”. Esse amor me queima por dentro.

Aos 27 de junho de 1961, meus pais e um irmão acompanham-me até a cidade de Santo Inácio/PR, pois morávamos na roça, de onde segui viagem, juntamente com meu pai, até a cidade de Guaraci/PR, onde moravam as Irmãs Pastorinhas. Ao despedir de mim disse-me: – “Seja obediente e humilde”. Após alguns dias viajamos para São Paulo e aos 03 de julho, ingressei na casa do Jabaquara, onde fiz o aspirantado.

Nos anos que se seguiram prossegui com a as etapas de formação e aos poucos fui assumindo a missão que me era confiada, por meio de vários serviços. Sem dúvida enfrentei algumas dificuldades sim, como: saudades e sofrimento, pois deixei a família após 7 dias da morte de um irmão jovem (28 anos – que veio a falecer depois de alguns anos de doença), o deixar algumas devoções e costumes que tinha; Entretanto, fiz inúmeras descobertas que nortearam toda a minha vida, como valorização do estudo e do catecismo; aprofundamento da fé que recebi da família; que a religiosa é humana, mulher como as outras; o sentido do lazer na vida e o valor da vida em comunidade.

Na formação tudo era direcionado para a missão, porém grande parte da minha vida, foi dedicada para serviços internos da congregação e estudos. Caminhei na fé e na esperança... Quando a oportunidade de lançar-me na pastoral chegou tenho consciência que não fiz reservas, me lancei o quanto pude! E hoje vivo esta doação na missão pastoral de maneira muito intensa, por meio de uma experiência missionária profundamente desafiante: a África! Desde 1999 encontro-me em missão além fronteiras no Gabão – África Central. Com certeza é uma realidade completamente diferente do Brasil e sinto-me feliz por dar a minha contribuição neste país onde imperam tantas dificuldades, sejam sociais, econômicas, políticas ou religiosas.

Sinto a Igreja como mãe e mestra, por isso tenho o coração eclesial e lançar-me na pastoral é uma obrigação, não no sentido de ser obrigada, mas da consciência de que é minha vocação exercer o ministério pastoral, vivendo o espírito de comunhão eclesial na missão. Hoje não tenho dúvidas quanto aos fundamentos que me orientam nesta missão: a) A Palavra de Deus; b) O Carisma da Congregação que caminha com a Igreja; c) A realidade local e mundial de cada tempo. Querida Jovem, se você sente que Deus a chama a dar um passo além de sua família, para melhor servir o povo, não resista. Jesus Bom Pastor é quem fala: “Vem e Segue-me”. Jo. 1,35-51 e “Vinde após mim”; não tenha medo, se Jesus chama, Ele caminha conosco, até o fim nos sustenta, encoraja e nos conduz. Pode vir, Jesus chama e o povo espera.

Ir. Carmelita

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