Área Restrita

Nasci e me criei no seio de uma família humilde e simples, porém cheia de amor e de fé...


 

 

IRMÃ ELISABÉTE MARTINS

 

 

Nascimento: 14/06/1951 – Angatuba/SP
Entrada da Congregação: 15/01/1966
1ª profissão religiosa: 24/01/1971
Profissão perpétua: 14/01/1979

 
Nasci e me criei no seio de uma família humilde e simples, porém cheia de amor e de fé. Cresci em meio a inúmeras dificuldades, poiséramos em muitos filhos e somente meu pai trabalhava fora. O ambiente era saudável; embora minha mãe tenha sido muito enérgica, mas meu pai era muito brando e calmo. Desde cedo recebi orientações para a vida cristã. Minha família reza muito. Minha mãe sempre rezou pela vida religiosa e sacerdotal e ela pedia a Deus que um de seus filhos se consagrasse à vida da Igreja. 
 
Ela jamais pensou que essa pessoa mais tarde fosse eu. Dona Maria sempre teve presente a minha irmã Cecília, um pouco mais velha do que eu. Os anos passaram e grande surpresa foi quando me manifestei dizendo que pensava seriamente em partir para o “convento”. Vem a dúvida: Você? Não acredito! E os passeios? O cineminha? O campo de futebol? Essas eram as interrogações. Os dias iam passando e a novidade se espalhou, chegando até o bairro vizinho na casa do Sr. Paulino e D. Benedita, pais de Ir. Cecília (Pastorinha). 
 
Quando Ir. Cecília foi visitar os pais, nas férias, a mãe contou-lhe os boatos que vinha escutando. Irmã Cecília não perdeu tempo, arrumou um passeio e foi bater na porta da minha casa. Em primeiro lugar ela falou com minha mãe e só depois comigo e tudo ficou certo. Naquela época não havia um acompanhamento vocacional e, em poucos dias, deixei tudo e parti. Porém na véspera, fui curtir um filme “Um domingo inesquecível”. Aos 14 anos e 7 meses ingressei na vida religiosa, e fui morar na comunidade das Irmãs de Jesus Bom Pastor no Jabaquara, o Instituto Divina Pastora. Os primeiros tempos foram de saudades, de adaptação na comunidade, na grande cidade; atenção com a nova vida, cuidados comigo mesma, pois meus pais estavam distantes. 
 
Fiz amizade com as novatas e depois com as demais. Como eu era muito nova, e os tempos eram outros, não foi fácil assimilar um estilo de vida um tanto quanto diferente; tudo era muito novo. Em certos momentos me senti sozinha e incompreendida, em outros amada e acolhida.. No decorrer das etapas de formação, aspirantado, noviciado, e juniorato, passei por vários questionamentos. Foram momentos difíceis, mas os enfrentei com força e coragem, purificando a minha própria opção vocacional, porque a “graça” de Deus que me chamou foram fortes e abundantes. 
 
O meu “amigo Cristo Pastor” - nunca me desamparou. Eu acredito que você conhece um pouquinho da vida desse meu amigo – Cristo Pastor. Eu também conheço um pouco e continuo pesquisando, lendo, rezando e meditando para descobrir sempre mais, sempre mais de Cristo Pastor. Depois de fazer muitas experiências fortes na missão pastoral, junto ao povo mais necessitado, como em Redenção, Pará e no Gabão, África, dentre outras, hoje coloco-me à serviço em nossa Escola, o Instituto Divina Pastora, onde busco testemunhar a alegria de mulher consagrada ao Reino de Deus. 
 
 
Quem me incentiva de maneira aguçada é o “velho” conquistador de vocações, que ama ajudar a dar o 1º passo, é ele: Tiago Alberione, hoje bem-aventurado. O seu entusiasmo, seu êlã, a sua “expressão de ser e viver”, continua me dizendo: avante, a meta a alcançar se encontra mais à frente. Jovem não tenha medo de seguir as pegadas de Cristo Pastor, Caminho, Verdade e Vida. Venha fazer parte da nossa família religiosa! 
 
 

Ir. Elisabéte Martins